
VIOLÊNCIA E REPRESSÃO MARCAM A GESTÃO SERRA EM SÃO PAULO.
Professores da Rede Pública em greve, são violentamente atacados pela PM por ordem do Governador, que não os recebe para negociação.
Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3% e a categoria está em greve desde o dia 8 de março. O imbróglio teve início quando policiais tentavam conter a manifestação. Houve resistência por parte dos professores e a polícia usou cassetetes e gás de pimenta para dispersar os manifestantes
A Polícia Militar prendeu nesta quarta-feira (24) três professores da rede estadual de ensino que integravam um grupo de cerca de 50 docentes que protestava durante inauguração do Centro de Atenção à Saúde Mental, em Franco da Rocha (SP).O centro foi inaugurado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Participaram da ação de hoje cerca de 40 soldados da PM e integrantes da Força Tática, de acordo com o comandante do 26º Batalhão da PM, José Carlos de Campos Júnior. Segundo a corporação, cerca de 50 professores protestavam durante o discurso do governador, por volta das 14h. Uma declaração de Serra teria irritado os manifestantes e levado alguns deles a tentar se aproximar do chefe do executivo estadual. “Foi necessário o uso de gás de pimenta para afastar os manifestantes e alguns professores foram imobilizados e encaminhados à Delegacia de Polícia. O evento teria sido encerrado com tranqüilidade e o governador paulista deixou o local às 14h20.”
Confusão
A PM foi "mais preparada" para a manifestação de hoje. "Pedimos que não usassem apito, porque esta é uma área hospitalar, mas algumas pessoas estavam incitando os demais", afirmou, referindo-se aos professores presos. O comandante frisou que não houve orientação para que os policiais reprimissem o ato com violência.
Ao final de seu discurso no local, Serra fez comentários sobre as obras, mas não quis falar sobre o incidente. Os três manifestantes presos foram levados à delegacia de Franco da Rocha e poderão ser indiciados por desacato à autoridade e perturbação da ordem.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que apenas gritavam palavras de ordem e que a ação da polícia foi "truculenta".






